O presidente Luiz Inácio Lula da Silva designou a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, para representar o Brasil na 70ª sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher da Organização das Nações Unidas, realizada em Nova York entre os dias 7 e 14 de março. A autorização foi publicada no Diário Oficial por despacho do chanceler Mauro Vieira, prevendo que os custos da viagem sejam bancados pelo governo federal.
A comitiva brasileira reúne cerca de 40 representantes de 17 órgãos federais, incluindo dirigentes de estatais como Banco do Brasil e Petrobras. Embora acompanhe compromissos internacionais desde o início do atual governo, Janja não ocupa cargo formal na administração pública nem possui função institucional definida dentro do governo.
Levantamentos divulgados pela imprensa apontam que, desde 2023, a primeira-dama já acumulou cerca de 170 dias fora do país em 36 viagens a 37 nações número que supera, inclusive, o período em que o próprio presidente esteve no exterior. A nova missão ocorre em meio a dificuldades diplomáticas entre Brasília e Washington, enquanto autoridades brasileiras ainda tentam avançar em contatos com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e com o secretário de Estado Marco Rubio.