O Irã executou, na última quinta-feira, três pessoas condenadas por participação em protestos contra o regime. Entre elas estava Saleh Mohammadi, de 19 anos, apontado como promessa da luta livre no país. Segundo autoridades iranianas, ele teria envolvimento na morte de agentes de segurança durante manifestações ocorridas no início do ano.
Organizações de direitos humanos contestam a versão oficial e afirmam que o jovem foi submetido a tortura para confessar crimes, incluindo a acusação de moharebeh, termo utilizado pelo regime para caracterizar “inimizade contra Deus”. O caso reacende críticas ao uso desse tipo de enquadramento jurídico contra opositores.
Além de Mohammadi, também foram executados Mehdi Ghasemi e Saeid Davudi. A repercussão internacional amplia a pressão sobre o governo iraniano, frequentemente criticado por sua condução de protestos e pelo tratamento dispensado a dissidentes.