Juros seguem nas alturas e mantêm pressão direta no bolso do brasileiro

Corte tímido da Selic não altera cenário de crédito caro e trava crescimento

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Juros seguem nas alturas e mantêm pressão direta no bolso do brasileiro
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Banco Central do Brasil reduziu a taxa Selic de 15% para 14,75%, um corte mínimo que pouco muda a realidade econômica. Na prática, o Brasil segue entre os países com juros mais altos do mundo, ficando atrás apenas da Turquia em termos de juros reais.

A decisão reflete cautela diante da inflação, que ainda preocupa. O Comitê de Política Monetária preferiu desacelerar o ritmo de cortes para evitar uma possível desancoragem inflacionária. O resultado é um cenário de freio puxado: a economia não avança com força e o crédito continua restrito.

Para o cidadão comum, o impacto é imediato. Financiamentos seguem caros, o rotativo do cartão pesa e empresas enfrentam dificuldade para investir e contratar. A próxima reunião do Copom, prevista para abril, carrega a expectativa de novos ajustes — mas, por enquanto, o alívio no bolso ainda parece distante.