A agência Reuters revelou, com base em fontes próximas ao regime iraniano, que Mojtaba Khamenei, apontado como novo líder supremo do Irã, teria sofrido ferimentos graves durante um bombardeio ocorrido em 28 de fevereiro, em Teerã. Segundo os relatos, ele teve o rosto desfigurado e lesões significativas nas pernas, no mesmo ataque que vitimou familiares próximos.
Desde então, o líder não fez nenhuma aparição pública. As poucas manifestações atribuídas a ele ocorreram por meio de declarações lidas na televisão estatal e conteúdos cuja autenticidade é questionada por fontes internacionais. Ainda assim, interlocutores afirmam que ele permanece mentalmente apto e participa de decisões estratégicas por áudio.
Autoridades dos Estados Unidos já haviam indicado anteriormente que o líder estaria ferido. Em meio a esse cenário, negociações envolvendo o Irã avançam, mesmo sem a presença física de sua principal autoridade, o que amplia a incerteza sobre a condução política do país.
O episódio reforça o clima de instabilidade em um dos momentos mais sensíveis da história recente iraniana. A ausência pública prolongada do líder levanta dúvidas sobre sua real condição e capacidade de governança em meio a um conflito de grandes proporções.