Com a possível saída de Geraldo Alckmin para disputar o Senado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se vê diante de um problema que vai além da escolha de um vice: a incapacidade de encontrar um nome que reduza sua alta rejeição. Em 2022, Alckmin funcionou como ponto de equilíbrio. Agora, a ausência desse perfil expõe a dificuldade de articulação do governo.
Nos bastidores, nomes como Simone Tebet, Renan Filho, Helder Barbalho, Alexandre Silveira e Eduardo Paes são cogitados, mas nenhum reúne, até agora, a capacidade de ampliar apoio fora da base tradicional. Já alternativas como Fernando Haddad e Janja tendem a aumentar a resistência.
Com base fragmentada e alianças incertas, Lula precisa de um vice que faça o eleitor que rejeita o PT reconsiderar seu voto missão que, até o momento, segue sem solução e revela um cenário de fragilidade política para 2026.