Segundo o Metrópoles, Lula demonstrou incômodo com a forma como a PF conduziu a investigação sobre Toffoli: disse que o relatório deveria ter ido primeiro à PGR e não direto a Fachin, que a polícia não poderia ter cruzado dados do ministro sem autorização da Corte e que deveria ter sido apenas um "relatório informativo." Aliados repetiram o roteiro: "A PF confundiu questão institucional com ambiente criminal."
No STF, ministros avaliaram que o diretor-geral Andrei Rodrigues próximo de Lula jamais teria entrado em colisão tão explícita com um ministro do Supremo sem respaldo presidencial. O mesmo Lula que se reuniu com Gonet horas antes da sessão. O mesmo que mandou ministros ao STF para "medir o estrago." O mesmo que disse que Toffoli deveria sair ou largar a toga. Critica o método mas concorda com o resultado. Reclama da PF mas é o chefe da PF quem responde a ele. No jogo de Lula, a irritação com a forma serve para manter distância do conteúdo. O problema é que dessa vez até o Supremo enxergou o teatro.