A resistência à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2026 atingiu um patamar inédito. Segundo levantamento Genial/Quaest, 62% dos entrevistados rejeitam a ideia de um quarto mandato, o maior índice registrado desde o início da atual gestão. O dado reforça a percepção de que a paciência do eleitorado com as promessas não cumpridas e a ineficiência administrativa está se esgotando rapidamente.
Em dezembro, 52% já se posicionavam contra a reeleição, mas o percentual cresceu dez pontos, enquanto o apoio a uma nova candidatura despencou de 45% para 35%. O governo, que apostava na recuperação da popularidade por meio de discursos e agendas internacionais, se vê agora diante de uma realidade menos favorável: inflação persistente, crise na segurança pública e uma base parlamentar instável que ameaça suas iniciativas.
O enfraquecimento de Lula reflete um desgaste político evidente e coloca o partido diante de um impasse sucessório. Apesar do PT tratar a candidatura como natural, o eleitorado parece não compartilhar do mesmo entusiasmo. Sem um nome consolidado para assumir o projeto, o partido pode enfrentar turbulências antes mesmo de chegar às urnas. Enquanto isso, os brasileiros demonstram que o cansaço com promessas vazias pode ser o maior adversário do presidente.