A Polícia Federal cumpriu mandados nesta terça-feira (11), em Balneário Camboriú e Itapema (SC), na terceira fase da Operação Barco de Papel. Ao chegar ao imóvel de um dos investigados, agentes flagraram o momento em que uma mala com dinheiro em espécie foi arremessada pela janela. O valor não foi divulgado. Dois veículos de luxo e celulares também foram apreendidos. O alvo tem ligação com a Rioprevidência e o Banco Master.
A Rioprevidência investiu R$ 970 milhões em títulos de alto risco do Master, sem cobertura do FGC, entre 2023 e 2024. São recursos que pertencem a 235 mil aposentados e pensionistas do Rio. O TCE-RJ já havia alertado para “gestão irresponsável” e proibido novos aportes, mas parte do dano já estava consolidada.
A operação é desdobramento da Compliance Zero, que apura a venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras sem lastro ao BRB. O episódio expõe fragilidades na gestão de recursos públicos e reacende o debate sobre fiscalização, responsabilidade e proteção ao dinheiro de quem depende dele para sobreviver.