O governo dos Estados Unidos enviou um recado público e sem rodeios à cúpula do regime venezuelano. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que Delcy Rodríguez conhece exatamente o destino de Nicolás Maduro — e sabe que pode ser o próximo nome da lista caso não colabore com a transição política no país.
Rubio irá ao Senado nesta quarta-feira para detalhar a operação que resultou na captura do ditador e de sua esposa. Segundo ele, a ação foi “cirúrgica”, sem baixas americanas e sem ocupação militar prolongada. “Prendemos dois narcotraficantes sem perder uma única vida americana”, declarou. Em seguida, reforçou: “Estamos preparados para usar a força caso outros métodos falhem.”
Delcy tenta jogar dos dois lados. Mantém discurso agressivo para a base chavista, enquanto adota tom conciliador nos bastidores com Washington. No domingo, chegou a dizer que “chega de ordens” dos americanos ao mesmo tempo em que negocia silenciosamente.
Essa ambiguidade tem prazo de validade. Os EUA demonstraram capacidade de agir com rapidez e precisão. O aviso aos regimes autoritários da região está dado: a era da impunidade acabou. Lula, por sua vez, foi ao Panamá reclamar de “falta de solidariedade” a Maduro. Escolheu seu lado.