Jorge Messias, indicado ao Supremo, reuniu-se com a cúpula da CNBB em Brasília e afirmou ser contrário ao aborto, alinhando seu discurso à visão concepcionista de que a vida se inicia na fecundação. A entidade tratou o encontro como simples cortesia, mas o gesto ocorreu às vésperas de uma sabatina decisiva e expôs a tentativa de Messias de captar respaldo moral para sua indicação. A oposição relembrou o parecer da AGU sob seu comando, que buscou derrubar decisão do CFM contra a assistolia fetal, método aplicado após 20 semanas. A crítica foi imediata. O deputado Marcon resumiu o contraste: “AGU defende matar bebê com agulha no coração”. O histórico jurídico do indicado reacendeu dúvidas sobre sua real posição. Messias elogiou Pacheco, favorito de Alcolumbre, e afirmou que buscará “a totalidade dos senadores”. A sabatina foi marcada para 10 de dezembro, em prazo apertado que evidencia o clima de atrito entre Executivo e Legislativo, ambos tentando influenciar o futuro da Corte.
Messias tenta aceno conservador à CNBB antes de enfrentar sabatina tensa
Indicado ao Supremo rejeita aborto diante de bispos, mas histórico na AGU levanta desconfiança no Senado.