O diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, confirmou à Polícia Federal que a autarquia tinha conhecimento, desde março de 2025, de que as carteiras da Tirreno vendidas pelo Master ao BRB eram podres. Oito meses se passaram até a liquidação do banco.
Foram R$ 12,2 bilhões em ativos que depois se revelaram falsos. O BC recebeu ofícios, questionou a situação e acompanhou relatórios do BRB mas a ação efetiva só ocorreu meses depois. Em depoimento, Aquino disse que o BRB só começou a reportar o problema após questionamentos do Banco Central e que, em junho, iniciou diligências ao descobrir a inexistência da carteira. Em julho, informou estar internalizando novos ativos para cobrir o rombo.
Tudo documentado. Tudo comunicado. E ainda assim, ninguém agiu a tempo. Tanto Vorcaro quanto o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, afirmaram que o Banco Central acompanhou todas as tratativas entre as instituições, reforçando questionamentos sobre a eficácia e a responsabilidade da autarquia.