Ministério da Saúde decide não incorporar vacina contra herpes-zóster ao SUS

Conitec considerou imunizante “não custoefetivo”; investimento de R$ 5,2 bilhões em cinco anos foi considerado alto

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Ministério da Saúde decide não incorporar vacina contra herpes-zóster ao SUS
 Valter Campanato/Agência Brasil

O Ministério da Saúde anunciou que não incorporará a vacina para prevenção de herpes-zóster ao Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão, publicada no Diário Oficial da União, segue análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), que considerou o imunizante caro diante do impacto esperado na prevenção da doença.

A vacina recombinante adjuvada é indicada para idosos com 80 anos ou mais e pessoas imunocomprometidas a partir dos 18 anos. O relatório aponta que vacinar 1,5 milhão de pacientes por ano custaria R$ 1,2 bilhão anuais, totalizando R$ 5,2 bilhões em cinco anos. Segundo a Conitec, negociações de preço seriam necessárias para tornar a incorporação sustentável.

Entre 2007 e 2023, 1.567 pessoas morreram no Brasil por herpes-zóster, sendo 90% com mais de 50 anos. A decisão poderá ser reavaliada caso novos dados surjam, mas, por enquanto, idosos vulneráveis seguem sem acesso à prevenção pelo SUS.