O ministro Alexandre de Moraes determinou o arquivamento da investigação sobre as blitze da Polícia Rodoviária Federal realizadas no segundo turno das eleições de 2022. A decisão, que segue entendimento da Procuradoria-Geral da República, aponta falta de provas contra os envolvidos, absolvendo dois delegados que estavam sob suspeita.
Moraes destacou em sua decisão que “a instauração ou manutenção de investigação criminal sem justa causa constituem injusto e grave constrangimento aos investigados”. O caso, que se arrastou por três anos, envolveu acusações de tentativa de impedir eleitores de votarem, mas não apresentou elementos concretos que justificassem a ação penal.
O arquivamento encerra formalmente o processo, mas não altera a situação de Silvinei Vasques e Anderson Torres, que seguem presos por outros casos. O episódio evidencia como investigações prolongadas e sem provas podem gerar impactos irreversíveis na reputação e na carreira de servidores e autoridades, mesmo quando a Justiça conclui pela inexistência de crime.