A defesa descreveu a cela onde Bolsonaro está custodiado: espaço reduzido, apenas uma cama, uma pequena janela na altura do tórax e, ao lado, um aparelho de ar-condicionado central que funciona 24 horas por dia, sem interrupção.
Os advogados pedem o mínimo: manutenção do equipamento, vedação acústica ou alteração do layout. Sustentam que o barulho constante “ultrapassa o mero desconforto” e configura “perturbação à saúde”, sobretudo em um ambiente de confinamento.
A resposta de Alexandre de Moraes foi conceder cinco dias para que a Polícia Federal “explique” a situação. Nada além disso. Nenhuma medida imediata, nenhum cuidado elementar.
É o mesmo ministro que mantém Filipe Martins preso por um clique no LinkedIn, que determinou o bloqueio do X em todo o país e que concentra decisões graves sem passar pelo colegiado.
Enquanto Maduro recebe gestos de solidariedade de Lula, Bolsonaro não consegue sequer silêncio para se recuperar. A seletividade fala mais alto que qualquer discurso.