Alexandre de Moraes passa a ser investigado por novo pedido de suspeição, agora envolvendo o irmão, Leonardo de Moraes, titular do 1º Cartório de Notas de Santos, conhecido localmente como “Cartório Moraes”. O pedido foi protocolado pelo ex-presidente do MDB de Praia Grande, Edmundo Berçot Júnior, que aponta conflito de interesse no julgamento da ADPF 209 sobre cartórios.
Em 2023, Moraes pediu vista do processo, atrasou o julgamento e foi o único ministro a divergir parcialmente do relator Gilmar Mendes. Segundo o pedido, seu voto teria beneficiado diretamente o irmão, um dos delegatários contemplados pela modulação da decisão.
O caso se soma a outros apontamentos de favorecimento familiar: o escritório da esposa com contrato de R$ 130 milhões e a falta de transparência no Senado sobre registros de entrada dela. Especialistas ressaltam que, em qualquer país sério, juízes que votam em causas que beneficiam familiares deveriam ser afastados imediatamente.