O ministro Alexandre de Moraes indeferiu parte das perguntas apresentadas pela defesa de Jair Bolsonaro na perícia médica autorizada no complexo da Papudinha. Ao menos cinco itens foram considerados “irrelevantes, impertinentes ou protelatórios”, por não guardarem relação direta com o exame clínico objetivo determinado pelo tribunal.
Entre os questionamentos barrados estão aqueles que tratavam da adequação do ambiente prisional ao tratamento médico, da possibilidade de regime domiciliar e de eventual comprometimento da integridade física do ex-presidente em razão da prisão. Para Moraes, tais pontos extrapolam o escopo técnico da perícia, que deverá se limitar à avaliação do quadro clínico e à identificação de eventuais necessidades especiais.
O ministro homologou o médico Cláudio Birolini como assistente técnico da defesa, e a perícia seguirá sem poder recomendar mudança de regime. Bolsonaro, de 70 anos, cumpre pena de 27 anos e 3 meses em regime fechado desde 15 de janeiro e carrega sequelas permanentes da facada sofrida em 2018. A pressão política por prisão domiciliar cresce, com apoio de 168 deputados e mobilizações públicas em curso.