O ministro Alexandre de Moraes decidiu manter, nesta segunda-feira (26), a prisão preventiva de Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro. Ele está detido desde o início do ano sob a acusação de ter acessado o LinkedIn, o que configuraria descumprimento de medida cautelar imposta pelo próprio magistrado. A denúncia teve origem em um coronel da reserva da Aeronáutica.
No sábado (24), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se contra a soltura, afirmando que as provas seriam “suficientes” para justificar a manutenção da prisão. A posição da PGR serviu de respaldo à decisão do ministro, apesar das controvérsias levantadas pela defesa.
Os advogados apresentaram relatórios técnicos da Microsoft e do LinkedIn atestando que Filipe Martins não acessou a rede social na data indicada. A documentação, produzida pelas próprias plataformas, foi desconsiderada. O advogado Jeffrey Chiquini ironizou: “Quem a Microsoft pensa que é para produzir prova contrária à convicção de Moraes?”. Martins já foi condenado a 21 anos e 6 meses, embora o acórdão sequer tenha sido publicado. Quando os fatos não se ajustam à narrativa, a prova é simplesmente ignorada.