Pela terceira vez, Alexandre de Moraes negou o pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado pela defesa do ex-presidente Bolsonaro. O ministro alegou ausência de “fatos novos” e afirmou que o réu apresentou “quadro clínico de melhora”, apesar das recentes intervenções médicas.
O pedido foi protocolado na véspera de Ano Novo, com base em laudos que apontam necessidade de “condições especiais para cuidado do paciente” no período pós-operatório. A defesa citou precedentes, como a concessão de domiciliar ao ex-presidente Fernando Collor, mas a referência foi ignorada na decisão. Para Moraes, todas as prescrições médicas podem ser cumpridas na Superintendência da Polícia Federal, uma vez que há “livre acesso de médicos, 24 horas por dia”.
Bolsonaro, de 70 anos, passou por múltiplas cirurgias, incluindo correção de hérnia inguinal e bloqueios do nervo frênico para conter crises de soluço. Mesmo assim, retorna à cela da PF, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses. Collor obteve domiciliar. Lula teve cela adaptada em Curitiba. Bolsonaro, até agora, teve todos os pedidos negados.