Moraes pede prisão de Bolsonaro, mas recua após reação

Ministro tentou enquadrar ex-presidente por "ameaça à ordem pública", mas PGR negou pedido

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Moraes pede prisão de Bolsonaro, mas recua após reação
Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes pediu a análise da Procuradoria-Geral da República sobre a possibilidade de prisão preventiva de Jair Bolsonaro, sob a justificativa de que manifestações pela anistia dos presos do 8 de Janeiro representariam um risco à ordem pública. No entanto, a PGR rejeitou a solicitação, afastando qualquer fundamentação jurídica para a medida extrema. "Isso tinha que ser anulado e submetido ao juiz natural lá, que era a primeira instância, mas não é o que a gente está assistindo", afirmou Fabiana Barroso.

A iniciativa foi vista como um teste para medir a reação popular e política. Segundo analistas, Moraes buscava criar um clima de intimidação contra Bolsonaro e seus aliados, além de desestimular manifestações contrárias ao governo. O próprio pedido teria sido baseado em uma notícia-crime fora do prazo processual, evidenciando a fragilidade do argumento. "Realmente, foi para causar um pânico, para medir se seria o bastante para desistirem da manifestação", destacou Fabiana.

Embora arquivado, o episódio expôs novamente o uso do Judiciário como ferramenta de pressão política. A recusa da PGR freou a tentativa de escalada contra o ex-presidente, mas a caneta do ministro continua a pairar sobre figuras ligadas à oposição. "Nada mudou, ainda continua totalmente essa parte aí de ditadura, de olhar para as pessoas de uma forma maldosa, inclusive, e a caneta pesada, pesada ainda, tá gente?", alertou Fabiana Barroso, reforçando que a pressão política segue intensa.