Moraes revê decisão e barra visita de assessor ligado a Trump a Bolsonaro

Itamaraty apontou risco de “ingerência” externa e posição foi citada no despacho do STF

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Moraes revê decisão e barra visita de assessor ligado a Trump a Bolsonaro
© Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, voltou atrás na autorização concedida dias antes e decidiu impedir a visita do assessor norte-americano Darren Beattie ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão ocorreu após manifestação do Itamaraty.

No despacho, Moraes citou posicionamento do chanceler Mauro Vieira, que afirmou que “a visita de um funcionário de Estado estrangeiro a um ex-presidente da República em ano eleitoral pode configurar indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”. Segundo o ministério, o visto concedido a Beattie indicava participação em evento sobre minerais críticos e reuniões com autoridades, sem menção a encontro com Bolsonaro.

O ministro também indicou que a situação poderia levar até à reavaliação do visto concedido ao assessor ligado ao presidente Donald Trump. A sequência dos fatos chamou atenção: na terça-feira, a visita foi autorizada; na quarta, o Itamaraty enviou ofício ao STF apontando possível ingerência; e, na quinta-feira, Moraes reviu a decisão e negou o encontro.