Nordeste em alerta: base governista perde força e disputa interna expõe fragilidade

Queda na aprovação, avanço da rejeição e conflitos regionais acendem sinal vermelho para 2026

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Nordeste em alerta: base governista perde força e disputa interna expõe fragilidade
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Nordeste, que garantiu fôlego decisivo para Luiz Inácio Lula da Silva em 2022, já não apresenta o mesmo cenário confortável. A aprovação do governo recuou de 49% para 41% desde 2023, enquanto a rejeição subiu de 27% para 33%. Embora ainda lidere frente a Flávio Bolsonaro 59% a 30%, a vantagem perdeu consistência e acende preocupação no núcleo político.

O quadro se agrava com disputas internas em seis dos nove estados da região. Na Bahia, Rui Costa e Jaques Wagner seguem distantes. No Piauí, há embate direto entre lideranças locais. No Ceará, a corrida pelo Senado intensifica o racha, enquanto em Pernambuco, João Campos e Raquel Lyra disputam protagonismo político.

No Maranhão, o governador rompeu acordos com o partido, e na Paraíba, Hugo Motta tenta direcionar apoio para interesses familiares. O que aliados chamam de ampliação de base, na prática, revela desorganização. Em um cenário cada vez mais fragmentado, o antigo reduto eleitoral mostra sinais claros de desgaste e pode deixar de ser garantia em 2026.