O Nordeste, que garantiu fôlego decisivo para Luiz Inácio Lula da Silva em 2022, já não apresenta o mesmo cenário confortável. A aprovação do governo recuou de 49% para 41% desde 2023, enquanto a rejeição subiu de 27% para 33%. Embora ainda lidere frente a Flávio Bolsonaro 59% a 30%, a vantagem perdeu consistência e acende preocupação no núcleo político.
O quadro se agrava com disputas internas em seis dos nove estados da região. Na Bahia, Rui Costa e Jaques Wagner seguem distantes. No Piauí, há embate direto entre lideranças locais. No Ceará, a corrida pelo Senado intensifica o racha, enquanto em Pernambuco, João Campos e Raquel Lyra disputam protagonismo político.
No Maranhão, o governador rompeu acordos com o partido, e na Paraíba, Hugo Motta tenta direcionar apoio para interesses familiares. O que aliados chamam de ampliação de base, na prática, revela desorganização. Em um cenário cada vez mais fragmentado, o antigo reduto eleitoral mostra sinais claros de desgaste e pode deixar de ser garantia em 2026.