A ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega, informou que contabilizou 648 mortes de manifestantes desde o início dos protestos no Irã, em 27 de dezembro. Entre os mortos estão nove menores de 18 anos, além de milhares de feridos e mais de 10.000 detidos. Segundo a organização, os números consideram apenas casos verificados por duas fontes independentes.
A entidade alerta que a cifra real de mortos pode chegar a 6.000, devido às dificuldades de verificação impostas pelo bloqueio de internet decretado pelo regime desde 8 de janeiro. Autoridades oficiais iranianas confirmam pelo menos 121 mortos entre forças de segurança e judiciais, sem contabilizar vítimas em Teerã.
O cenário de violência ocorre enquanto os Estados Unidos intensificam a pressão econômica sobre Teerã, com tarifas de 25% sobre países que mantêm relações comerciais com o Irã. A combinação de protestos internos e isolamento externo coloca o regime dos aiatolás em uma situação de crescente vulnerabilidade.