O outro lado de Vorcaro revelado pela PF

Festas na Europa, modelos recrutadas pelo Instagram e um amigo que “montava a operação”

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O outro lado de Vorcaro revelado pela PF
© Polícia Federal

Entre planos extravagantes e conversas comprometedoras, o celular do banqueiro expôs uma rotina bem diferente da que aparecia nos bastidores do poder. Enquanto falava em hackear o FBI e em prender ministros do STF, Daniel Vorcaro também organizava festas com modelos em Lisboa e Saint-Tropez.

A Polícia Federal encontrou mensagens no Instagram que mostram como funcionava o esquema. Um amigo identificado como Stheve Lopes atuava como intermediário: enviava perfis de modelos, confirmava disponibilidade, reservava hotéis e dizia: “Me dá o ok que opero aqui”. Em junho de 2024, durante uma festa em Lisboa, Lopes perguntou se deveria mandar garotas para Saint-Tropez. Vorcaro respondeu apenas: “Aí é f..d...”.

Em agosto, o amigo chegou a sugerir até “arrancar as câmeras” do local. Já em agosto de 2025, quando a crise do Banco Master dominava o noticiário, Lopes tentou retomar a parceria. A resposta foi direta: “Vamos voltar mais fortes. Deixa só eu sobreviver aqui.”

O aparelho apreendido pela PF em novembro reunia muito mais do que festas. Havia registros de modelos, conversas sobre servidores do Banco Central, mensagens direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes pedindo para “bloquear”, ordens contra jornalista e a menção a R$ 2,2 bilhões ocultos na conta do pai. Entre os contatos salvos estavam números de três ministros do STF, do presidente do Banco Central e também do homem que “montava a operação” em Saint-Tropez.