O Instituto Abradecont, organização que ingressou com ação judicial contra BTG, Nubank e XP por suposta propaganda enganosa relacionada ao caso Banco Master, recebeu R$ 421 milhões do governo federal desde 2010. Os dados foram levantados pelo portal Metrópoles.
Atualmente, a entidade possui sete contratos ativos com a administração pública, sendo seis firmados com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O maior deles chega a R$ 23 milhões. Todos os contratos têm como objeto a terceirização de mão de obra, modelo que já foi alvo de questionamentos por órgãos de controle.
Em análises anteriores, o Tribunal de Contas da União barrou a atuação da ONG ao identificar o uso de benefícios fiscais típicos de entidades sem fins lucrativos para vencer licitações públicas. O Ministério Público de Contas classificou a prática como “mera intermediação de mão de obra”.
Outro ponto citado pela reportagem envolve a presidente do instituto, que é casada com o proprietário de uma empresa instalada no mesmo prédio da ONG e que também mantém contratos com o poder público. Procurada, a Abradecont afirmou que a reportagem representa uma “tentativa de descredenciamento” e solicitou apuração sobre os questionamentos apresentados.