Deputados e senador brasileiros pedem à Comissão Interamericana de Direitos Humanos que Bolsonaro tenha condições mínimas de dignidade, diante da recusa da Justiça nacional. Segundo o documento, a transferência para o 19º Batalhão da PM/DF “não elimina o risco à vida e à saúde” do ex-presidente.
O pedido, protocolado pela Associação dos Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro (Asfav), solicita substituição da prisão fechada por domiciliar com monitoramento eletrônico e assistência médica contínua. Assinam o requerimento Izalci Lucas (PL-DF) e os deputados Bia Kicis (PL-DF), Gustavo Gayer (PL-GO), Hélio Lopes (PL-RJ) e Paulo Bilynskyj (PL-SP).
Bolsonaro, de 70 anos, passou por cirurgias e sofreu traumatismo craniano enquanto preso. Médicos que o atendem precisam assinar termos de confidencialidade. Não se trata de pedido de liberdade, mas de humanidade. Quando direitos básicos exigem intervenção internacional, fica evidente o colapso do sistema interno.