A Polícia Federal encontrou um documento que pode ser o mais comprometedora do caso até agora: uma agenda da diretora de Controle e Riscos do BRB, com registro de reunião de julho de 2025. A anotação indica que o presidente do banco teria afirmado ser necessário comprar as carteiras do Master, caso contrário o banco de Vorcaro quebraria.
O ex-presidente Paulo Henrique Costa negou à PF que se tratasse de um “salvamento”, chamando a operação de “substituição de carteiras”. Mas o registro é interno, feito pela própria diretoria do BRB em reunião corporativa. Se não havia risco de falência, por que a preocupação estava documentada?
O BRB é um banco público, e os recursos aplicados pertencem ao contribuinte. A situação ganha ainda mais peso ao lembrar que Paulo Henrique Costa foi apresentado a Alexandre de Moraes na mansão de Vorcaro. Conexões e registros internos reforçam questionamentos sobre a atuação de gestores e a transparência das operações.