O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se contra a soltura de Filipe Martins, ex-assessor do presidente Jair Bolsonaro, preso desde 2 de janeiro de 2026. O argumento apresentado foi o de que Martins teria demonstrado “desdém pelas determinações judiciais” ao supostamente acessar o LinkedIn, em violação às medidas cautelares impostas.
A defesa, no entanto, apresentou relatório técnico da própria Microsoft e do LinkedIn informando que Filipe Martins não realizou qualquer acesso à plataforma na data apontada pelo ministro Alexandre de Moraes. Segundo o documento, o último acesso registrado ocorreu ainda em 2024.
Mesmo diante da prova técnica, a PGR optou por ignorar o relatório e manter o pedido de prisão. O advogado Jeffrey Chiquini reagiu com ironia: “Gonet deveria pedir para Moraes incluir a Microsoft e o LinkedIn no inquérito das Fake News. Nos deram um relatório afirmando que Filipe Martins não acessou a rede no dia em que Moraes diz que ele acessou”.
Em tom ainda mais crítico, completou: “É um absurdo a Microsoft e o LinkedIn discordarem do imperador do Brasil. Quem a Microsoft pensa que é para produzir uma prova contrária à convicção de Moraes?”.