A blindagem eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva começa a dar sinais de desgaste. Segundo a CNN Brasil, a vantagem sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno caiu de 16 pontos, em agosto, para apenas 5 agora.
O recuo ocorre justamente nos redutos históricos do petismo: o Nordeste e a população de menor renda. Se o presidente perde onde sempre venceu, a conta eleitoral muda e muito.
Nos bastidores, aliados admitem “preocupação elevada”. A reação do governo tem tom claramente eleitoral: promessa de fim da escala 6x1, ampliação da isenção do IR e o programa Gás do Povo.
Enquanto isso, temas centrais como controle de gastos, inflação dos alimentos e responsabilidade fiscal seguem sem solução consistente.
Flávio consolida-se como adversário competitivo, impulsionado pela transferência de capital político do pai. Após três anos de gestão, cresce a percepção de que faltaram resultados concretos para quem mais precisa. O eleitor pode até não ter diploma, mas sabe quanto paga no mercado e isso pesa mais que discurso.