O IBGE atravessa uma turbulência grave sob o comando de Marcio Pochmann, ex-dirigente do Instituto Lula e da Fundação Perseu Abramo. A crise veio à tona após a demissão de Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais, menos de um mês antes da divulgação do PIB de 2025 justamente o setor responsável pelo cálculo do indicador.
A decisão causou desconforto interno imediato. O sindicato dos servidores criticou a forma da exoneração, apontando falta de diálogo institucional e condução inadequada do processo. Mas o episódio é apenas parte de um problema maior.
Servidores relatam assédio, constrangimento, precarização das condições de trabalho e práticas antissindicais. Uma carta com as denúncias foi entregue ao deputado Rogério Correia (PT-MG), com pedido para que o caso chegue ao presidente Lula. Há ainda preocupação com a integração à chamada “nuvem soberana” do Serpro, vista como risco à segurança de dados sensíveis.
Quando o órgão responsável por medir a economia perde credibilidade interna e passa a ser conduzido por alinhamento político, a dúvida é inevitável: até que ponto os números refletem a realidade?