O porta-aviões USS Abraham Lincoln, um dos maiores e mais poderosos do mundo, entrou no Oriente Médio escoltado por destróieres lança-mísseis guiados, posicionando forças navais dos Estados Unidos dentro do alcance operacional do Irã. A movimentação altera o tabuleiro regional e eleva o nível de pressão sobre Teerã.
Da classe Nimitz, o Abraham Lincoln tem capacidade para operar mais de 60 aeronaves e abriga uma tripulação de aproximadamente 5 mil militares. Trata-se de poder de fogo real, pronto para resposta imediata. Não é retórica diplomática — é presença militar concreta.
O deslocamento faz parte da estratégia de “máxima pressão” adotada pelo presidente Donald Trump contra o regime iraniano. Os EUA deixaram o acordo nuclear (JCPOA) ainda no primeiro mandato de Trump, em meio a críticas ao avanço do programa nuclear do Irã, ao apoio a grupos armados como Hezbollah e Houthis e ao fornecimento de drones à Rússia na guerra da Ucrânia.
É diplomacia sustentada por força. “Peace through strength” — paz através da força. Enquanto organismos multilaterais produzem resoluções inócuas e líderes como Lula discursam em fóruns internacionais, Trump move porta-aviões.
O Irã entende o recado. Pode negociar ou pode arcar com as consequências. A diferença, agora, é que o Abraham Lincoln já está em posição.