Os esquemas parecem se tocar e mais um elo veio à tona. Relatório do Coaf, obtido pelo Metrópoles, aponta que Samuel Chrisostomo, contador da Conafer e preso na operação da “Farra do INSS”, transferiu R$ 300 mil para a BSF Gestão de Saúde, empresa investigada na CPI da Covid por irregularidades em contratos com o Ministério da Saúde.
O repasse ocorreu via Pix, logo após Chrisostomo receber R$ 1,6 milhão da Conafer. No mesmo dia, cerca de 60 transferências saíram de suas contas, acendendo alertas sobre a dinâmica financeira do grupo.
A BSF mantém vínculos com a Precisa Medicamentos, alvo no caso Covaxin e acusada de movimentar R$ 50 milhões com indícios de lavagem. O Coaf também identificou que a microempresa de software de Samuel com faturamento declarado de R$ 11 mil movimentou mais de R$ 1,6 milhão acima da capacidade, levantando suspeita de uso como laranja.
A teia se repete. O método também: dinheiro público irrigando empresas de fachada.