De acordo com reportagem do New York Times, uma parte significativa dos promotores e advogados do Distrito Sul de Nova York que também trabalham no processo criminal contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro foram redirecionados para revisar os vastos arquivos relacionados ao caso do financista Jeffrey Epstein, condenado por tráfico sexual. A necessidade de revisar e preparar os documentos para divulgação pública se intensificou após a aprovação da lei federal que exige a liberação desses materiais.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou em documentos judiciais que mais de 500 funcionários estão atualmente dedicados à tarefa complexa de revisar, identificar e redactar milhões de páginas de arquivos antes de sua publicação, conforme determina a lei aprovada em novembro de 2025. Essa revisão envolve retirar nomes de vítimas e outras informações sensíveis antes que os registros possam ser tornados públicos.
Até o momento, apenas uma fração dos documentos cerca de 12.285 arquivos, totalizando pouco mais de 125 mil páginas foi liberada, representando menos de 1 % do total que precisa ser revisado e divulgado sob a nova legislação.
O trabalho intensivo de revisão gerou questionamentos públicos e políticos sobre o prazo e os recursos alocados, mas autoridades do Departamento de Justiça afirmam que o processo é necessário para proteger a privacidade das vítimas antes da divulgação dos arquivos.