Em quatorze dias, o número de vidas perdidas supera o registrado em conflitos inteiros do Oriente Médio ao longo de um ano. Ainda assim, o silêncio domina ruas, universidades e redes sociais.
Dados divulgados pelo Centro para Direitos Humanos apontam que as manifestações contra o regime iraniano, iniciadas em 28 de dezembro, em Teerã, resultaram em 43 mil vítimas. Duas semanas. Uma tragédia de proporções históricas.
A pergunta é inevitável: onde estão os protestos, as hashtags e os influenciadores indignados? As bandeiras erguidas em nome dos “direitos humanos” simplesmente não aparecem.
Nunca foi sobre direitos humanos é sobre narrativa. Quando o opressor está alinhado à ideologia “certa”, a comoção some. O povo iraniano luta por liberdade contra um dos regimes mais opressores do mundo, enquanto o Ocidente progressista finge não ver. A hipocrisia tem endereço.