O ex-prefeito Edinho Silva, candidato apoiado por Lula para comandar o PT, admitiu nesta sexta-feira (28) que o partido enfrenta dificuldades para mobilizar sua militância. Durante reunião interna, ele reconheceu a força da oposição e demonstrou preocupação com uma possível derrota em 2026, classificando-a como um "avanço do autoritarismo". Segundo Edinho, "para colocarmos 10 mil pessoas nas ruas, a gente sua sangue".
O petista tentou minimizar o ato de Jair Bolsonaro em Copacabana, chamando-o de "vexame", mas reconheceu que a base conservadora se mantém ativa. "Eles colocaram 18 mil, enquanto nós, para reunir 10 mil, temos que lutar muito", afirmou. A fala evidencia o desgaste do partido, que, mesmo no poder, enfrenta dificuldades para engajar sua militância.
Além da preocupação eleitoral, Edinho destacou que o PT precisa se preparar para um futuro sem Lula. Ele reforçou que "o sucessor será o Partido dos Trabalhadores", sugerindo que o partido deve construir uma nova liderança. O encontro contou com figuras históricas da legenda, em um esforço para reorganizar a base diante de um cenário político cada vez mais desafiador.