O PT gastou cerca de R$ 20 mil em duas peças publicitárias para rebater vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) sobre fraudes no INSS. Apesar do investimento, o alcance foi mínimo: uma peça atingiu 578 mil usuários da Meta, a outra 571 mil menos de 1% das aproximadamente 100 milhões de visualizações obtidas pelo parlamentar mineiro.
O episódio evidencia a ineficácia da estratégia digital do partido, que, mesmo com recursos e impulsionamento, não consegue se contrapor ao engajamento consolidado do bolsonarismo nas redes. As ações refletem um esforço tardio e limitado para reagir a críticas que circulam amplamente entre os eleitores.
Além disso, o PT mantém restrições rígidas em sua comunicação digital. O “Manual de Apoio aos Influenciadores e Ativistas Digitais” proíbe termos como “genocida”, “fascista” e “corrupto”, orientando o uso de descrições de comportamentos específicos. A medida, embora evite ações judiciais, demonstra o receio do partido em enfrentar publicamente críticas e sua dificuldade em mobilizar militância de forma efetiva.