Relações familiares de Toffoli com fundo citado no caso Master ampliam questionamentos

Reportagem aponta vínculo societário envolvendo parentes do ministro em empreendimento financiado por grupo sob suspeita

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Relações familiares de Toffoli com fundo citado no caso Master ampliam questionamentos
© Bruno Peres/Agência Brasil

Uma reportagem da Folha de S. Paulo revelou novas conexões que ampliam os questionamentos em torno da atuação do ministro Dias Toffoli no inquérito envolvendo o Banco Master. Empresas pertencentes a dois irmãos e a um primo do ministro do STF tiveram, em determinado período, como sócio um fundo de investimento ligado a investigados em esquemas de fraudes financeiras.

A relação societária ocorreu no empreendimento Tayayá Resort, localizado no interior de São Paulo, que recebeu aportes de um fundo administrado por pessoas citadas nas apurações do caso Master. O ponto central da controvérsia é o fato de Toffoli atuar diretamente no inquérito, após determinar, em dezembro de 2025, a transferência das investigações para o Supremo e impor sigilo absoluto ao processo.

Além do vínculo societário, outros relatos reforçam o desconforto institucional. Há informações de que o ministro teria viajado em aeronave pertencente a empresários relacionados ao caso. Também foi apontada a existência de sociedade anterior entre a esposa de Toffoli e um advogado ligado a Daniel Vorcaro, nome citado nas investigações.

Diante do cenário, entidades e setores do mercado financeiro passaram a pressionar pela retirada do sigilo e maior transparência no andamento do processo. Procurados pela imprensa, o ministro e os demais citados não se manifestaram até o momento.