O ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso Banco Master no TCU, destinou pelo menos R$ 42 milhões em emendas parlamentares para Roraima, gerando questionamentos sobre execução e transparência. Levantamento realizado pelo Estadão encontrou obras inacabadas, trechos de asfalto deteriorado e R$ 25,8 milhões sem qualquer relatório de prestação de contas.
A maior parte dos recursos foi direcionada a Iracema, município governado até 2024 por aliado político do ministro, preso no ano passado por compra de votos. Do total, R$ 11,7 milhões foram aplicados no município sem detalhamento sobre a utilização. Durante a visita, jornalistas registraram mais de 60 km de estradas que permanecem com buracos e lama, e apenas uma das casas de um conjunto habitacional de 300 unidades concluídas, porém abandonadas.
Em diversos trechos das obras, cartazes exibiam fotos da prefeita e de Mecias de Jesus, pai do ministro. Procurado, Jhonatan de Jesus negou irregularidades, afirmando que “a indicação não se confunde com a execução.” O episódio reacende críticas sobre fiscalização e responsabilidade no uso de recursos públicos.