O relator da comissão, Alfredo Gaspar, confirmou que o relatório final da CPMI do INSS deve recomendar o indiciamento de ao menos 228 pessoas, classificadas como “figuras importantes do presente e do passado”. O material reúne mais de 5 mil páginas e consolida meses de investigação sobre irregularidades no sistema previdenciário.
O indiciamento em CPMI não implica condenação, mas representa encaminhamento formal ao Ministério Público, que decide sobre eventual abertura de investigação criminal. A partir daí, cabe ao Judiciário avaliar responsabilidades e possíveis sanções.
Nos bastidores, cresce a disputa pelo tempo de funcionamento da comissão. A prorrogação divide posições no Congresso, enquanto o tema chega ao Supremo Tribunal Federal, com decisão do ministro André Mendonça envolvendo a condução do processo. O desfecho pode definir se o relatório terá leitura integral ou enfrentará novos obstáculos políticos.