O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, criticou publicamente a União Europeia por não designar a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) como organização terrorista, mesmo diante da repressão violenta aos protestos no país. Segundo ele, a postura europeia contrasta com o discurso recorrente de defesa da democracia, da liberdade e da paz.
Em declaração nas redes sociais, Sa’ar afirmou que o IRGC lidera a supressão brutal das manifestações populares, repetindo dentro do Irã o mesmo padrão de violência que, segundo Israel, a organização emprega ao financiar e coordenar grupos armados no Oriente Médio. “Agora está massacrando seu próprio povo”, escreveu, ao questionar diretamente: “Quando vocês vão agir?”.
O chanceler também apontou a disparidade de critérios adotados por Bruxelas. Enquanto a UE pressiona Israel por questões políticas e territoriais, evita classificar como terrorista a força que sustenta grupos como Hamas, Hezbollah e Houthis. Os Estados Unidos já adotaram essa designação; a Europa, até agora, não.
Para Israel, a omissão europeia acaba favorecendo o mesmo eixo que o país enfrenta militarmente na região, ao mesmo tempo em que ignora a violência do regime iraniano contra sua própria população.