Um cidadão comum protocolou no Senado o primeiro pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes relacionado ao escândalo envolvendo o Banco Master. A iniciativa expõe o que parlamentares evitam enfrentar: a relação direta entre o ministro e um contrato de R$ 129 milhões firmado entre o banco e o escritório de sua esposa, Viviane Barci.
O pedido sustenta que há “conflito de interesses grave e manifesto”, além de “violação ao dever de decoro e moralidade” e possível “enriquecimento ilícito por meio de familiar”. O documento também menciona a compra de uma mansão de R$ 12 milhões em Brasília, adquirida pelo casal em setembro, enquanto o banco segue no centro de disputas que podem chegar ao Supremo.
Apesar da gravidade, as chances de avanço são mínimas. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, já afirmou publicamente que não aceita pedidos de impeachment contra ministros do STF “nem se 80 senadores apoiarem”. Na prática, a declaração levanta uma pergunta incômoda: quem, afinal, controla o controle?