O senador Carlos Viana solicitou esclarecimentos ao diretor-geral da Polícia Federal do Brasil, Andrei Rodrigues, e ao Ministério da Justiça do Brasil sobre a morte de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”. No pedido formal, o parlamentar afirmou: “Não se pode descartar nenhuma hipótese, nem mesmo a possibilidade de que estejamos diante de uma eventual queima de arquivo”.
Mourão foi preso na manhã de 4 de março e teve morte encefálica confirmada na noite do mesmo dia no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. Segundo o advogado Vicente Salgueiro, o cliente “estava em plena integridade física e mental” até as 14h e a defesa soube do ocorrido apenas por meio de nota divulgada pela Polícia Federal.
De acordo com as informações apresentadas, Mourão seria responsável por coordenar atividades de invasão de sistemas ligados a órgãos como o Ministério Público Federal, além de manter ligação com o empresário Daniel Vorcaro. O senador afirmou que a morte de uma pessoa sob custódia estatal, com informações sensíveis sobre um grande escândalo financeiro, exige respostas imediatas. A Polícia Federal informou que abrirá procedimento para apurar o caso e analisará registros de vídeo.