Senadores buscam Fachin e PF para tratar do caso Master, mas evitam CPI

Grupo da CAE pede acesso a inquéritos sigilosos enquanto a investigação com poderes plenos segue travada no Senado

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Senadores buscam Fachin e PF para tratar do caso Master, mas evitam CPI
© Carlos Moura/SCO/STF

Um grupo de trabalho da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado marcou, para a próxima semana, reuniões com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e com o presidente do Supremo, Edson Fachin. A intenção é solicitar acesso a inquéritos em andamento e a investigações sigilosas envolvendo o Banco Master. À frente da articulação está Renan Calheiros, velho conhecido dos corredores de Brasília e ex-réu na própria Corte que hoje será procurada para “esclarecimentos”.

Na Polícia Federal, há pelo menos cinco inquéritos abertos, incluindo operações como Colossus, Carbono Oculto e Compliance Zero. As apurações apontam indícios de títulos sem lastro, gestão fraudulenta e manobras que teriam facilitado a expansão irregular da instituição. No Supremo, os autos seguem sob sigilo rigoroso, com apenas fragmentos de depoimentos vindo a público.

Calheiros fez questão de frisar que o grupo de trabalho “não substitui” uma CPI. É justamente aí que está o nó. Sem poder de convocar, quebrar sigilos ou impor obrigações, o grupo funciona como conversa protocolar com quem deveria estar sendo cobrado. Enquanto 281 parlamentares já assinaram pela CPI e ela segue fora da pauta, o Senado entrega ao país uma investigação sem dentes uma resposta morna para um caso que exige luz, pressão e instrumentos reais de fiscalização.