O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que o debate sobre o fim da escala 6x1 seja conduzido por meio de negociações intermediadas por sindicatos, evitando uma legislação única no Congresso. A declaração foi feita durante a II Conferência Nacional do Trabalho, ao argumentar que uma imposição nacional poderia gerar conflitos generalizados e aumento de disputas judiciais.
A proposta, no entanto, acendeu alerta no setor produtivo, que teme impactos significativos na economia. Estudos apontam risco de aumento do desemprego e até queda expressiva do PIB caso a redução da jornada ocorra de forma ampla e uniforme, sem considerar particularidades de cada setor.
Entidades empresariais defendem um debate mais cauteloso e técnico. Apesar disso, há receio quanto à efetividade das negociações coletivas, especialmente após mudanças estruturais trazidas pela Reforma Trabalhista de 2017, que alteraram o papel e a força dos sindicatos nas relações de trabalho.