O Senado vive mais um capítulo de desorganização que beira o descaso institucional. O presidente da CCJ, Otto Alencar, revelou que não mantém contato com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, há cerca de 30 dias. O motivo? Nenhum esforço de diálogo entre as partes. “Como ele não liga para mim, eu também não ligo”, afirmou, escancarando o nível de distanciamento no comando do Senado.
O impasse não é apenas protocolar ele trava decisões relevantes. A indicação de Jorge Messias ao STF segue parada, já que depende da leitura formal por Alcolumbre para avançar na CCJ. Sem isso, a sabatina sequer pode ser agendada. “Não depende de mim”, reforçou Alencar, deixando claro onde está o gargalo.
No mesmo limbo está a PEC da Segurança Pública, parada desde março. Enquanto isso, acumulam-se críticas à condução do Senado, com sessões esvaziadas e pautas ignoradas. O resultado é um cenário de inércia preocupante, onde decisões estratégicas ficam reféns de um silêncio que custa caro ao país.