STF avança em tese controversa de “racismo estrutural”

Ministros formam maioria em ação que abre caminho para intervenção estatal e planos nacionais questionáveis, enquanto julgamento segue indefinido.

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STF avança em tese controversa de “racismo estrutural”
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O STF formou maioria para reconhecer a existência de “racismo estrutural” no Brasil, em ação apresentada por partidos de oposição. O julgamento foi suspenso e não tem data definida para conclusão.

O relator Luiz Fux propôs um plano nacional de enfrentamento ao racismo em 12 meses, com participação dos três Poderes, apoiado por Flávio Dino e Cármen Lúcia, que chegou a citar versos do rapper Emicida em seu voto.

Cinco ministros rejeitaram a tese de “estado de coisas inconstitucional”, destacando que instituições não são racistas, apenas pessoas podem agir de forma discriminatória.

A decisão do STF é criticada por abrir precedentes para ingerência do Judiciário em políticas públicas e por dar legitimidade a uma narrativa contestada de “racismo estrutural”, enquanto faltam votos de Gilmar Mendes e Fachin, que pediu suspensão do julgamento.