O Tribunal de Contas da União decidiu interromper a inspeção do Banco Central e sinalizou que não pretende derrubar a liquidação do Banco Master. Segundo relatos, a decisão foi motivada por intensa pressão de ministros do próprio TCU, do STF e do governo Lula, preocupados com o impacto político e econômico da medida.
Três ministros do TCU alertaram o presidente Vital do Rêgo sobre o risco de “sair desmoralizado” e comprometer a imagem do tribunal. No STF, outros três magistrados se declararam “chocados” e apontaram que caberia mandado de segurança para restaurar a decisão do Banco Central.
O governo federal também atuou nos bastidores, preocupado com a repercussão no mercado. Vital chegou a declarar em grupo de WhatsApp que o TCU estava “sob ataque”, mas, em seguida, reafirmou publicamente que a desliquidação do Master não cabe ao tribunal, consolidando o recuo diante das pressões.