O Ministério Público Federal e o Banco Central investigam o uso de dois terrenos pertencentes a Ronaldinho Gaúcho, localizados em Porto Alegre, em um esquema de fraude envolvendo o Banco Master. Os imóveis, avaliados em cerca de R$ 330 milhões, teriam sido utilizados como base para a emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) sem lastro real.
Segundo as apurações, o Banco Master e a gestora Reag emitiram CRIs com base em aluguéis futuros que jamais se concretizariam. Os projetos imobiliários não saíram do papel, mas os títulos foram usados para captar recursos no mercado, que posteriormente irrigaram outros fundos do próprio grupo, criando uma falsa aparência de solidez financeira.
As estimativas apontam que aproximadamente R$ 1 bilhão em CRIs teria sido emitido sem lastro efetivo. A defesa de Ronaldinho afirma que o ex-jogador não tinha conhecimento da operação e que os terrenos sequer possuíam licença ambiental, além de apresentarem pendências de IPTU, o que reforçaria a tese de uso indevido dos ativos.
Caso fique comprovado que os imóveis foram utilizados sem autorização, Ronaldinho pode ser considerado vítima do esquema. Ainda assim, o episódio adiciona mais um capítulo controverso à trajetória recente do ex-atleta, agora ligado a uma das maiores investigações financeiras em curso no país.