Uma testemunha considerada relevante pela Polícia Federal afirmou ao portal Metrópoles que o lobista conhecido como “Careca do INSS” citava Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em reuniões com parceiros comerciais. Segundo o depoimento, ele se referia ao empresário como “o filho do rapaz”, reforçando a identificação por meio de um gesto.
De acordo com o relato, o lobista teria efetuado pagamentos mensais de R$ 300 mil e antecipado aproximadamente R$ 25 milhões relacionados a projetos vinculados a estruturas governamentais. A PF reúne indícios que incluem transferências financeiras, mensagens associando valores ao “filho do rapaz”, viagens internacionais realizadas em conjunto e a entrega de itens descritos como “medicamentos” em endereço ligado a Lulinha.
As investigações também mencionam a atuação de Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, em ações de interlocução junto ao Ministério da Saúde, com foco no fornecimento de cannabis medicinal em larga escala. Procurado, Lulinha declarou que não conhece o lobista citado. O inquérito segue em andamento.