Dias Toffoli publicou nota explicando que foi sorteado como relator do caso Master, que a PGR deu parecer favorável e que as investigações seguem. Até aqui, tudo normal. Mas ele mesmo afirmou que vai decidir se o processo permanece no STF ou desce para a Justiça comum só depois que as investigações forem concluídas.
O problema são os vínculos de Toffoli com o Master: mais de 100 dias em resort ligado ao banco, viagem de jatinho com advogado de investigado e conexões familiares amplamente expostas pela imprensa. Nada disso aparece na nota. Enquanto isso, o CNJ diz não poder investigá-lo e o Senado recebeu pedido de impeachment, mas Toffoli segue relatando, decidindo e controlando o processo.