Reportagem do Estadão aponta que a J&F, dos empresários Joesley Batista e Wesley Batista, transferiu R$ 25,9 milhões à PHB Holding, empresa do advogado Paulo Humberto Barbosa, entre fevereiro e outubro de 2025. No mesmo período, a companhia adquiriu cotas da Maridt, ligada à família do ministro Dias Toffoli, em um resort no Paraná.
O Conselho de Controle de Atividades Financeiras classificou a movimentação como “atípica”, indicando possível necessidade de apuração mais detalhada. As partes envolvidas negam irregularidades: Toffoli afirma que negociou apenas com a empresa compradora; a defesa sustenta que os valores referem-se a honorários; e a J&F nega vínculo com o empreendimento.
O caso ganha repercussão adicional porque, em 2023, Toffoli suspendeu uma multa bilionária aplicada ao grupo J&F, posteriormente revista na Justiça. A coincidência temporal entre os fatos ampliou o debate público e deve atrair atenção de órgãos de controle.